O Município

Dados do município.

Dados do município/localização

Fundação: 27/12/1963
Emancipação Política:
Gentílico: PILÕEZINHENSE
Unidade Federatíva: PB
Mesorregião: BREJO PARAIBANO
Microrregião: REGIÃO METROPOLITANA DE GUARABIRA
Distância para a capital: 111 KM

Dados de características geográficas

Área: 43.908,00
População estimada: 5155
Densidade: 117,40
Altitude: 133
Clima: TROPICAL CHUVOSO
Fuso Horário: Hora de Brasília (UTC-3)
Pedras em formato de pilões (instrumentos muito utilizados nas cozinhas antigas para esmagamento de grãos de café, milho e outros cereais), localizadas às margens do rio Mandaú, no sítio Miguel, fizeram com que o lugarejo conhecido até então por Santa Cruz, recebesse a denominação de Pilõezinhos, conservada até os dias atuais. Os historiadores da região, contudo, não são unânimes em aceitar as razões para essa denominação do lugarejo e uma parte deles atribui o fato a formações rochosas na região de Pedra Grande, à margem esquerda do rio Pilõezinhos, que muito se parecem com aqueles utensílios domiciliares.

O povoado surgiu da construção de uma capela de taipa e telha, por volta de 1856, onde holandeses erigiram um cruzeiro de madeira. Esse símbolo do cristianismo passou a ser ponto obrigatório de orações de todos os que residiam na região, erguendo a Deus as suas orações na esperança de verem protegidos os seus entes mais queridos, em constante ameaça de morte devido à peste de cólera que grassava na ocasião e já matara tanta gente.

Em 5 de dezembro de 1951, a área rural em que estava o pequeno aglomerado humano de Pilõezinhos, foi elevado a distrito de Guarabira, na administração na do prefeito Sabiniano Alves do Rego Maia. Assim, permaneceu como distrito até 27 de dezembro de 1963, quando a Lei nº 3.128 o desmembrou politicamente de Guarabira elevando-o a município, na gestão do então prefeito Pimentel Filho. O governador Pedro Moreno Gondim, nomeou Antonio Camelo de Melo para administrar Pilõezinhos, até as primeiras eleições. Como primeiros resultados eleitorais, foi eleito o empresário Fausto Alves de Souza, muito ligado àquele povo e município.

A cidade é um típico lugar de gente muito simples, ruas calçadas e organizadas, água de boa qualidade, energia elétrica, vida econômica cuja expressividade está nas atividades agropecuárias, pequeno comércio urbano composto de supermercados, miudezas, ferragens, lojas de materiais de construções, mercearias, bares, açougues, lojinhas de roupas, padarias, etc.

A festa do padroeiro São Sebastião, em janeiro, torna a cidade muito menor e incapaz de receber os veículos e turistas que a partir das 17h, diariamente procuram nas ruas centrais próximas à igreja matriz e colégio estadual, degustar pratos típicos (feijão verde, macaxeira, avoador, agulha frita e galinha de capoeira à cabidela).

O momento principal da festa de São Sebastião se dá ao final das novenas celebradas diariamente na igreja matriz da cidade, quando populares devotos desse santo posicionados nas serras defronte do templo católico, acionam girândolas de foguetões ornamentais que iluminam a cidadezinha e o seu povo, pasmo diante de tanta beleza.

Uma outra ocasião que muito chama a atenção do povo, é o período junino em que as comidas típicas como pamonha, pé-de-moleque, canjica, milho assado e cozinhado, arroz doce, etc., são apreciadas por todos que chegam à cidade, onde geralmente os forrós acontecem, sobretudo na área rural muito visitada também pelos que gostam desse tipo de diversão.

As terras que circundam a sede do município são sempre verdes e férteis, prestando-se sobretudo a produção de frutas e verduras.
Inicialmente habitada pelos índios Aratus, Cariris e Potiguaras. Os Aratus e Cariris nativos que ocuparam essas terras ficaram conhecidos pela produção de peças cerâmicas, cestaria e pelo cultivo de milho, feijão, mandioca e amendoim.

As estimativas são de que os índios Aratus e Cariris tenham vivido nessa região antes da colonização do Brasil, por volta de 1400. Depois essas terras foram habitadas pelos índios Potiguaras, as terras que hoje formam a cidade de Pilõezinhos tiveram como colonizadores, os portugueses que instalaram seus engenhos de cana-de-açúcar na região, por volta do ano de 1750.

Segundo conta a tradição, as terras onde hoje é o município de Pilõezinhos, foi de um senhor por nome de Cândido Moisés. Homem este que era muito rico e dono de quase toda a área da cidade, tinha dois engenhos, e uma casa que hoje é patrimônio histórico. Antes de se chamar Pilõezinhos, a cidade teve dois nomes: Vila de Vera Cruz e Vila de Santa Cruz. Com o passar do tempo foi encontrado pequenos pilões em uma pedra que são provenientes da idade Pré Cambriana média, cuja idade varia entre 500 milhões de anos. Designam-se comumente como pré-cambrianos os terrenos formados durante essa era. Esses pilões constituem-se de rochas metamórficas (gnaisses, xistos) intensamente dobradas e falhadas e rochas ígneas (granitos de anos, localizado próximo á zona urbana considerado patrimônio municipal).

Porém na metade do século XIX a região conhecida por vila de Vera Cruz foi assolada por epidemia de colera que matou a metade dessa população e principalmente a mão-de-obra escrava, mão- de obra essa que movia os engenhos. No início do século XX foram surgindo os primeiros núcleos habitacionais. A povoação floresceu e foi construída uma capela e um cruzeiro sob a invocação de seu padroeiro São Sebastião. Capela está, que foi construída por uma promessa, que salvou a população da cólera. Foi criado um novenário de 11 a 19 de janeiro. Este que já dura mais de 157 anos de tradição.

Em 1951, a Lei Estadual nº 652 de 05 de dezembro de 1951 cria o distrito de Pilõezinhos, pertencendo ao município de Guarabira. Em 27 de dezembro de 1963, a lei estadual nº 3128, cria o Município de Pilõezinhos, sendo desmembrado do município de Guarabira.

Sem informações até o momento

Sem informações até o momento

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Hino Municipal de Pilõezinhos

Gloriosa Pilõezinhos,
De grande berço e cultura,
Zelada e preservada com carinho,
Tua história é grandiosa!

Tuas serras circundam o horizonte,
Formando lindos campos naturais;
As margens do teu rio norte a sul,
São de amores, flores e paz!

Airoso
Lugarejo
Que esta terra herdou,
Paisagens
Campesinas
Que a mãe natureza nos presenteou!

Majestosa Pilõezinhos,
De pilões e pedras és formada;
Teu povo segue forte o seu caminho;
Tu és cidade idolatrada!

Teus guerreiros nunca desistiram,
E nas lutas tu és vencedora;
Tu és forte, Pilõezinhos,
Minha paixão, és protetora!

Teu passado será exaltado,
Com os amores que aqui surgiram;
O Pavão Misterioso é renomado,
É nosso orgulho, é nosso amado!

Airoso
Lugarejo
Que esta terra herdou,
Paisagens
Campesinas
Que a mãe natureza nos presenteou!

Majestosa Pilõezinhos,
De pilões e pedras és formada;
Teu povo segue forte o seu caminho;
Tu és cidade idolatrada!

Letra por Paulo Sérgio Barbosa da Silva
Melodia por Marden Morais de Lima

Brasão

Brasão do Município de Pilõezinhos

Bandeira

Mandeira Municipal de Pilõezinhos

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